quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quimbanda, Exus de Oxossy



Exu Senhor Marabô:

- A legião do Senhor Marabô atua:
- Cortando trabalhos de correntes negativas em pessoas que sintam-se atingidas por espíritos perturbadores, que são denominados por muitos, de forma errônea, de Egum – o nome correto é alma penado ou quiumba.
- Realizando descargas em pessoas atingidas ou visadas por despeito e inveja, através de vibrações que atingem o emocional, desequilibrando-as a tal ponto que o desempenho profissional também si abala.
- Cortam correntes e demandas que atingem a saúde física e mental.
- A Legião do Sr. Marabô combate imprudência, promovendo a reflexão, trazendo o conselho, que é, realmente o verdadeiro Alento Purificador das Almas...

Exus da falange do Senhor Marabô (Exu Yssoxo):

Exu Marabô
Exu Capa Preta
Exu Lonan
Exu Bauru
Exu Campina
Exu das Matas
Exu Pemba.

Fotos ilustrativas retiradas do site umbanda jovem...

Quimbanda, Exus de Ogum...



Exu Senhor Tranca Ruas;

A legião do Senhor Tranca Ruas atua:
- Abrindo caminhos fechados e impedindo em primeiro lugar o assedio de desencarnados “Filhos do Dragão” dissipando suas emanações mentais que freqüentemente sobem a superfície, atraídos por pensamentos de igual sintonia das humanas criaturas.
- Cortando correntes de intriga, ódio e vingança.
- Liberando, quando em ação nos terreiros, cargas negativas oriundas de casos afetivos conturbados.
- A Legião do Sr. Tranca Ruas combate o egoísmo, promovendo a generosidade, trazendo a justiça por intermédio do pensamento criador.

Exus da Falange do Senhor Tranca Ruas(Exu Nugô):

Exu Tranca Ruas
Exu Veludo
Exu Tira Toco
Exu Porteira
Exu Tranca Gira
Exu Limpa Tudo
Exu Tira Teima.

Fotos ilustrativas retiradas do site umbanda jovem...

Quimbanda, Exus de Orixalá



Exu Senhor das Sete Encruzilhadas:

A legião do Senhor Sete Encruzilhadas, atua:
- Rompendo barreiras e obstáculos de toda e qualquer ordem, segundo o merecimento daqueles que os procuram com problemas, e mesmo movimentando o Karma, rumo ao progresso espiritual da Humanidade, e agindo tanto na evolução moral quanto influenciando diretamente através de egregora positivas, o mental dos grandes pesquisadores, no campo da ciência, medicina e outros...
- Abrindo caminhos fechados no âmbito material ou astral.
- Cortando demandas e ações de contundência sobre o corpo Astral de pessoas que foram prejudicadas por espíritos “mandados” a fazer mal.
- Esta legião trabalha abrandando a ira dos seres Humanos promovendo-lhes paciência, agindo sobre o mental, trazendo a fortaleza do espírito sobre a matéria. Atuam na origem (no branco Oxalá), e na dissipação da matéria.

Exus da falange do Seu Sete Encruzilhadas (Exu Alaxirô):

Exu 7 Encruzilhadas
Exu 7 Pembas
Exu 7 Poeiras
Exu 7 Capas
Exu 7 Cruzes
Exu 7 Chaves
Exu 7 Ventanias.

Fotos ilustrativas retiradas do site umbanda jovem...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mestre Itaoman, fala sobre seu encontro com Mestre Yapacani!!!

Nesta postagem vamos dar a palavra ao Mestre Itaoman (Ivan Horacio), que expressa muito bem o que era a T.U.O. (Tenda de Umbanda Oriental), de nosso velho Mestre Yapacani, ou simplesmente Pai Matta e Silva...

(retirado do site: WWW.aumbhandhan.org.br).



AS ORIGENS DO BABA
Registro que se relaciona com a fundação da Tenda de Umbanda Oriental que, sob a orientação espiritual de Mestre Yapacani (Woodrow Wilson da Matta e Silva), veio a tornar-se a Primeira Escola Iniciática de Umbanda Esotérica do Brasil e sua conotação direta com o Círculo de Estudos Umbandísticos - Ordem do Círculo Cruzado.
UMA TEIA DE ENTRELAÇAMENTOS KÀRMICOS
A real história da antiga T.U.O. - a Tenda de Umbanda Oriental -, que proporcionou suporte à obra mística de W. W. da Matta e Silva (1917-1988) por quarenta anos de seu Mestrado Umbandista, confunde-se com a própria história de seu fundador, mais as de seus familiares, as de alguns de seus "Filhos-de-Fé" e, também, as de outros seus amigos.
Como a T.U.O. existiu por mais de quarenta anos e teve muitas fases diferentes, muitos foram os que beberam da mesma fonte, mas em épocas e por caminhos diferentes. Eu fui um deles e me afirmo como um dos mais antigos Irmãos-de-Fé da Corrente das Santas Almas Benditas do Cruzeiro Divino e, por isso, pertenço à Raiz de Pai Guiné de Angola da Tenda de Umbanda Oriental, fixada na Terra da Pedra da Cruz de Fogo - Itacuruçá - Estado do Rio de Janeiro, Brasil.


1ª ETAPA: A T.U.O. QUE NÃO CONHECI!
A Tenda de Umbanda Oriental - (T.U.O.) tem sua memória coletiva tri-partida: uma primeira parte, a inicial, está contada pelo próprio W. W. da Matta e Silva em alguns de seus livros; outra segunda parte, muito mais recente, vai ensaiada nos livros dos Mestres Arapiaga e Hanamatan, enfocada sob o prisma pessoal de cada um deles. Mas, existe uma terceira parte, mais antiga e intermediária, ainda de todo não escrita e que se refere a real participação de familiares e "filhos-de-fé" de Mestre Yapacani que eu conheci e, também, as de outros anteriores seus amigos com os quais não mantive convivência e cuja relevância desconheço ou me escapa da memória, mas que o próprio Mestre afirmou-me que houveram.
E é para que não mais se me escape da memória, o real valor dessas contribuições prestadas ao Mestre Yapacani, sobretudo nos anos em que ainda não haviam chegado o prestígio e o poder, que eu resolvo agora prestar este meu claro e firme depoimento, em virtude de ser eu - Itaoman - o mais antigo Mestre de Iniciação da T.U.O. e, também, um dos fundadores da Primeira Ordem Iniciática do Esoterismo de Umbanda (1968) - Ordem do Círculo Cruzado - que emergiu dos Ensinamentos Esotéricos propostos por Mestre Yapacani.
Assim, é por faltar tal tipo de depoimento dos fundadores da T.U.O que, hoje em dia, a parte mais antiga desta história somente poderia ser parcialmente contada por Dona Carolina da Silva, a primeira esposa de Matta e Silva, por ele mesmo citada em seu livro - "Umbanda de Todos Nós" - como "testemunha silenciosa".
Na página dedicatória deste livro, verdadeira vertente original da codificação da Umbanda Esotérica do Brasil, ele próprio diz: -"Dedico esta página à Carolina - esposa, amiga e irmã dentro desta mesma Umbanda. Assim afirmo, porque tu fostes e és a testemunha silenciosa da luta tremenda que tive de manter, por causa deste livro - e do outro mundo, também - com o baixo mundo, encarnado e desencarnado."-
Desta forma, como afirmei antes, a história da T.U.O. está intimamente ligada à dos seus protagonistas e, por isso mesmo, prefiro considerar como data referencial de sua fundação, não a data temporal, mas sim o fato místico relatado pelo próprio Matta e Silva à página 14 de sua sétima obra "Umbanda e o Poder da Mediunidade": -"Sempre tive uma tendência irrefreável, desde muito jovem, 16, 17 anos de idade, que me impulsionava a ver as chamadas "macumbas cariocas". Claro está que não estava ainda conscientizado do "porquê" de semelhantes impulsos (se bem que, desde 9 anos de idade eramos acometidos por fenômenos de ordem espírito-mediúnicos e aos 16 anos já acontecia a manifestação espontânea de nosso "preto-velho", que baixava num quarto onde morávamos, na rua do Costa, nº 75) ..."-
Como Matta e Silva nasceu em 1917, a minha referência para a fundação mística da T.U.O. passa a ser, portanto, o ano de 1933!
Mas, em algum lugar e com alguém, deve existir a documentação civil da fundação desta T.U.O. da qual não participei, porque mesmo este extraordinário Mestre Yapacani (Matta e Silva) não podia fazer tudo sozinho: ele teve muitos companheiros nessa empreitada, dos quais nomeia quatorze na 2ª edição de seu livro "Umbanda de Todos Nós": Cícero Faria Castro, Clara Landesman, Ernestina Magalhães Corrêa, Ery Carvalho de Miranda, Geraldo Dias Carneiro, Ivone Pereira, José Campos Filho, João Antônio Pereira, Jessé Nascimento, Manoel Rodrigues da Silva, Maria Soares Cortes, Nelson Ribeiro, Sebastião Fernandes Corrêa, Wanda Alves Ribeiro.
Dentre estes nomes, referentes à esta 1ª etapa, ressaltarei os de Wanda, Nelson e Cícero que permaneceram ao seu lado, mesmo depois que, por ordens do Astral Superior, Matta e Silva dispensou a todos os companheiros de suas obrigações para com ele, como se lê na página 7 do referido livro: -"Nelson, Wanda : Vocês, meus Irmãos, foram valentes e diretas testemunhas de minha prova crucial. Vocês, meus amigos, foram intrépidos auxiliares na tremenda luta que mantive, quase contra tudo e contra todos."-
Sim, "quase" contra tudo, pois do Astral Superior, em hora e data por ele próprio precisada, em seu socorro Pai Guiné "desceu na Gira de Umbanda" pela primeira vez para auxiliar o anterior Guia Espiritual, Pai Cândido: -"Meus irmãos espirituais ... jamais esqueceremos o dia dois de abril de 1958 as 14,15 hs, hein? Como um pito e três fumaradas trouxe o velho G.... hein Wanda ... lembras? Como a "coisa" pegou fogo, daí em diante. Assim, dedico-lhes esta página, para que saibam que jamais esqueci um só minuto, a nossa passada e presente amizade, da qual, deram provas em carinho e dedicação, durante o tempo que privamos, testemunhando juntos ... naquela luta de março a junho de 1958 ..."-
Outra vez, sim, "quase" contra todos, pois em seu auxílio também acorreram nomes respeitáveis do Movimento Umbandista à época, tais como o Capitão Benedito Lauro do Nascimento (Diretor da Tenda Espírita Estrela do Mar); Nelson Machado (Diretor da Tenda Pai Tibiriçá e Caboclo Sete Estrelas do Mar); Capitão José Alvares Pessoa (Presidente e Diretor de Doutrina da Tenda São Jerônimo).
E aí o Mestre pode, como ele próprio disse, "cruzar suas armas" e recuperar-se da luta astral e física que lhe custara a publicação do livro "Umbanda de Todos Nós", à sua própria expensa, em 1956, para então terminar com as suas próprias mãos e mais as de sua esposa, a casa simples da rua Boa Vista nº 157, no Bairro Brasilinha, em Itacuruçá-RJ, aonde, no último pequeno aposento dos fundos, plantou o Axé da 2ª etapa da T.U.O., firmado numa "Otá" (pedra alongada de cachoeira), fincada à meia altura da parede, sobre a qual repousava a estátua de São Miguel, tão pequeno era o espaço físico disponível naquele aposento que se abria para a imensidão do Astral Superior e para a Ancestralidade da Umbanda!
E, em 1960, com a 2ª edição daquele livro, agora lançado por aquela que se tornaria a sua editora permanente, a Freitas Bastos, Matta e Silva pode dizer, no prefácio, aos seus "filhos-de-fé": -"E, se algum dia, necessitarem de sua palavra para assuntos de alta relevância espiritual, podem procurar este velho irmão - seu "aparelho", que ainda tem seu "congá" e a sua presença ... "-
2ª ETAPA: A T.U.O. QUE EU CONHECI !

Não demonstre tanta surpresa assim, meu irmão leitor que não viveu aqueles tempos e que pensa conhecer um pouco desta história. À época, ainda se orava a São Miguel e não a Mikael, o Arcanjo. Também lamento, não poder aqui mostrar fotos do "terreirinho" dessa época que eu ainda conheci: elas existem, mas foram parar às mãos de um outro Irmão-de-Fé, após o desencarne de Matta e Silva! Por último, mas não menos importante, nesta época ainda se "batia" um pouquinho de "atabaque", vez por outra, coisa pouca!
Pois eu cheguei às portas da T.U.O., naquele então "fim-de-mundo" da Baixada Fluminense, no auge do verão de 1963, muito acalorado e empoeirado, pois a estrada ainda era de saibro batido e a única alternativa, o trem, nem sempre trafegava uma vez por dia. Profundamente angustiado, trazia como única bagagem espiritual a leitura dos livros de Matta e Silva e as estranhas manifestações expontâneas de um Preto-Velho, as quais eu não compreendia, não gostava e, ainda mais, eu temia!
Primeira decepção e primeira alegria: Matta e Silva não estava e recebeu-me sua esposa, Dona Loló, como aprendi a chamá-la depois de melhor conhecê-la e à sua bondade e alegria de viver. Vendo-me decepcionado pela ausência de quem eu procurava, caridosamente ela insistiu comigo (um estranho mal vestido, empoeirado e angustiado) para que não fosse embora e entrasse no pátio de sua casa para esperar a volta de seu marido, servindo-me, de sua pequena cozinha, água fresca (ah! era a primeira vez que eu bebia a água que vinha de nossa cachoeira sagrada), café, bom humor e muita esperança, desta forma agindo como uma autêntica "Mãe" para um novo "filho" que ali chegava pela primeira vez. E foi assim que sempre eu a considerei ... ...
Depois, conheci Matta e Silva e na primeira vez em que falei com Pai Guiné ainda no pequenino Terreiro da 2ª etapa do TUO, ao começarmos a falar, o canto de um galo soou ao longe e ele apenas sorriu. Não me perguntou de onde eu vinha, nem que religião eu professava ou o que eu ali esperava encontrar. Sempre interrompido pelos sucessivos cantares do galo, cada vez mais perto, perguntou-me apenas se eu estava agora disposto a enfrentar meus próprios erros para corrigí-los, enquanto o galo, já agora bem na soleira da porta, cantava pela sétima e última vez.
Sim, houve testemunha desse fato (lembra-se, meu amigo Roberto "Gordo" ?) e o cantar do galo foi gravado por ela, mas esta fita, muito antiga e que o próprio Matta guardava com carinho, também sumiu ... ...
Não me lembro das palavras com que dei meu consentimento, mas sei bem que, apesar de homem feito, eu chorei e muito! E esse foi o começo da cura dos males que me afligiam, pois era a primeira vez que alguém me fazia confrontar a máxima esotérica :-"Conhece-te a ti mesmo". Foi a primeira vez, também, em que ouvi um Preto-Velho, no mesmo momento, compor e cantar uma canção, um Ponto-de Raiz, o qual nunca mais esqueci:

-"Deu meia-noite e o galo canta,
Oi, na Aruanda e no Terreiro.
Dizem a Umbanda tem mironga, tem mironga
E Pai Guiné é feitiçeiro.
Canta e canta, "minha" galo,
que a folha da Jurema ainda não caiu!"-

Permaneci ao lado do Mestre de 1963 à 1988, não só beneficiando-me de seus ensinamentos e aprendendo a Antiga Sabedoria dos Povos, bem como conhecendo seu lado humano e familiar: era um homem inteligente, caridoso e bom, de hábitos simples, bom pai de família, canhestro na cobrança da Lei de Salva e com um peculiar senso de humor nordestino que só se manifestava entre amigos.
Tornei-me em seu discípulo, colaborador, divulgador e amigo. E atesta sua grandeza de alma o fato de que por duas vezes, nesses 25 anos de íntima convivência, ele tenha permitido que eu me "licenciasse" temporariamente de seu convívio por discordar de algumas de suas opiniões particulares e atitudes não-doutrinárias, bem como tenha me perdoado todas as vezes em que, por não compreender bem suas lições, discuti suas ordens e demorei em cumprir as instruções delas decorrentes.
Sim, também aprendi que a "sombra" do Mestre pode ser muito pesada para um discípulo fiel, mas de mente aberta e inquisitiva! Hoje compreendo que aquelas provocações eram sua forma de preparar-me para a responsabilidade e a solidão de um Mestrado que eu, à época, pensava ser composto apenas de poder e prestígio: ele queria formar discípulos conscientes de seus livres arbítrios e não autômatos bitolados e serviçais!
E embora eu não tenha sido um "trabalhador da undécima-hora", também não fui dos primeiros a lá chegar. Já no ano de 1963, lá encontrei muitos dos que me honraram com a Irmandade da Fé: Sílvio, Manoel Sardinha, Gerson, Oswaldo, José Vieira, Eduardo Costa Manso já estavam ou haviam estado junto ao Mestre.
É verdade que alguns deles não tinham a compreensão da verdadeira importância de Mestre Yapacani dentro do Movimento Umbandista, mas todos tinham pleno conhecimento da bondade e da caridade daquele homem que sempre tinha uma palavra de conforto para atender à uma multidão de desamparados sociais da região, com seu conhecimento das profundezas da alma humana e do poder curativo das ervas. Desta forma, como eu mesmo, eles não viam a T.U.O. como uma "Escola Iniciática" e sim como um "Pronto-Socorro Espiritual" para os aflitos, os desesperançados e os doentes!

3ª ETAPA: A T.U.O. EM QUE MILITEI!
Assim, talvez apenas porque fosse a hora certa, eu estava presente e fui um dos rateantes da quantia com que se adquiriu o terreno baldio contíguo à sua simples residência-santuário e rapidamente se levantou o novo espaço da 3ª etapa da T.U.O., o pequeno templo independente que a maior parte dos "filhos-de-fé" posteriores freqüentou entre 1967 e 1988 e, sobre o qual, hoje tanto se fala.
E fui eu que nele plantou a muda da árvore Cajazeira para o Orixá Ogum e tive o prazer de vê-la crescer entre baforadas de fumo do cachimbo de "meu" Preto Velho Pai Vicente de Angola que, agora, eu não mais temia:
"A fumaça do cachimbo do vovô
paira no ar, só não vê quem não quer!
Preto velho trabalha com fé!
A mandinga do velho é debaixo do pé!"
Ah! Sim. Eu ainda não era um "makrom", mas já havia aprendido alguns "Pontos Cantados de Raiz" e começava a aprender os "Símbolos Sagrados" da Umbanda.
E, por estar ali, naquela hora, tive a felicidade de ser aquele que recebeu do Caboclo Juremá as instruções para a feitura do novo Congá, o qual ajudei a instalar, físicamente, tijolo por tijolo, e, astralmente, pintando "Pontos de Pemba" em ritual próprio, cujas réplicas hoje estão instaladas nos "Centros" de todo o Brasil que seguem ou dizem seguir a Linha Ritualística da T.U.O..
E foi Pai Guiné, incorporado em Matta e Silva, naquele ritual, quem me autorizou a "sobre-riscar" seu Ponto de Pemba, que era visível a todos sobre o Congá e do qual, muitas vezes ao longo dos anos, reavivei com Pemba Consagrada os "riscos" que se desgastavam com o tempo e uso público em muitos rituais e consagrações.
E essa honra não era só minha: também a tinha meu Irmão de Santo e Mestrado Yassumy (Mario Tomar) e, quiçá, alguns outros que já me criticaram por não guardá-lo só para "nós".
Mas é que eu assisti Mestre Yapacani autorizar, (da mesma forma que a mim quando fundei o primeiro Terreiro da Linha da T.U.O. em São Paulo, juntamente com José Vieira e Eduardo Costa Manso), a outros "Filhos-de-Fé" copiarem-no e usarem-no em seus Terreiros como símbolo de suas filiações espirituais à Raiz de Pai Guiné no Santuário de Umbanda Esotérica de Itacuruçá.
Por isso, sempre dei de graça aquilo que de graça recebi. E, naqueles tempos, não se usava pedir a um Mestre algum papel que comprovasse filiação, tal como se faz numa transação comercial.
Este Ponto de Pemba, riscado por Pai Guiné após sua primeira incorporação ("às 14 :15 horas do dia 02 de abril de 1958", segundo as próprias palavras de Matta e Silva), foi, é e sempre será o símbolo astral que reflete, por si próprio, a ligação espiritual que um Mestre da Raiz de Pai Guiné, ou qualquer outro seu "Filho-de-Fé", pode fazer sincera, direta e livremente com o Astral Superior sem interferência de qualquer "Pai-de-Santo", porque esta solene ligação é feita no único templo verdadeiro que existe: o coração de cada um de nós (lê-se exatamente isso em Matta e Silva).
Portanto, tal Ponto nunca foi, não é e nunca poderá ser propriedade exclusiva de ninguém, seja qual for o grau que esse "ninguém" mereça, ostente ou atribua-se. E, justamente, por ser de visão pública e para refletir sobre todos os Filhos de Pai Guiné, tenho certeza, ele não foi um dos objetos escolhidos acompanhar o Mestre por quem fez seu Axéxé.
E por último, mas não menos importante, sua irradiação astral será sempre atuante e exclusivamente benéfica, pois foi "riscado" por uma Entidade de Luz do Astral Superior em Missão Sacrificial. E nenhuma Entidade de Luz castiga seus "Filhos-de-Fé", mesmo que eles sejam transgressores, transviados ou mesmo ofensores: isto é atribuição do Imole Esu e este é um dos motivos por que esta última Entidade Astral é um Imole e não um Orisa, mesmo que se o considere como "telúrico".
E, para minha melhor recordação desse tempo, coube a mim guardar para sempre aquela "Ota" da Cachoeira Sagrada do antigo "Terreirinho", sobre a qual repousou a estátua de São Miguel, o Arcanjo e em contacto com a qual, nos tempos difíceis, muitos Filhos-de-Fé "bateram suas cabeças", nisso encontrando alívio, perdão e renovada força, enfim, o Ase da Corrente Espiritual das Santas Almas do Cruzeiro Divino.
E, esta, foi a única "herança" do Santuário de Umbanda Esotérica de Itacuruçá que pedi a meu Mestre (além de seu Aguiri da Costa que ele me destinou e que nunca me entregaram), após longos anos de aprendizado, obediência, convivência e companheirismo em lutas astrais. Nenhuma mais desejo possuir, muito menos as "botinas" do Mestre!
Sim, pode ser que sejam recordações saudosistas da T.U.O., uma Época de Ouro da Umbanda Esotérica com que eu fui agraciado por Deus em conviver, mas também são o atestado público de um Mestrado que dispensa qualquer documentação civil. Mas, quem gostar de "documentos" que leia a Carta de Matta e Silva de 1968 que está no tópico Ordem Iniciática deste Site.
Nesse meio tempo, a obra religiosa do Mestre aumentava e com a divulgação de seus outros livros (nove, ao todo), muitos foram os Umbandistas que para lá começaram afluir. Também os Chefes de Terreiro de várias partes do Brasil, no decorrer dos anos subseqüentes, lá foram procurar ajuda e/ou em busca de uma filiação espiritual que legitimasse a sua anterior formação expontânea. E, agora, muitos deles, apesar de terem estado com nosso Mestre apenas um curto período de tempo, aparecem solenemente portando grandes muita intimidade sobre Woodrow Wilson da Matta e Silva, dizendo aos quatro ventos: -"Eu sou um Mestre da Raiz de Guiné!"-
Mas, só em se reunindo todos os depoimentos autênticos acharemos a verdade e ajudaremos a compor um nítido mosaico de um momento histórico da Umbanda Esotérica que poderá vir a ser, com espadas e Pontos de Pemba elaboradíssimos em pedaços de tábuas, falando com o trabalho dos Mestres vindouros, o grande "vitraux" esotérico da Corrente Astral do Aum Bhan Dan para filtrar somente a mais pura Luz Espiritual sobre esta antiga Terra de Pindorama.
Em verdade, poucos foram os que ficaram, estudaram, aprenderam e realmente foram consagrados por Mestre Yapacani, tornando-se Irmãos-de-Santo e queridos do coração dos humildes que eram a verdadeira razão da TUO existir.
Entre eles, lembro-me de citar, em ordem cronológica:
- Mestre Yassuamy (Mário Tomar), meu Irmão de Coração e verdadeiro amigo, um dos fundadores da Ordem do Círculo Cruzado e que foi mais que um filho carnal poderia ter sido, secundando o Mestre quando a sua visão física começou a embaciar.
- Outros Iniciados e Discípulos mais antigos: Professor Rodrigues, Tatá Mironga, Lourdes, Aline, Mirian, Gavião, Caparelli e Mirela Faur, Ivan e Maria Estela, Burtiol, Leonídio, Arlindo que foram a coluna dorsal do atendimento à multidão de aflitos.
- Mestre Itassoara (Valter Lima e Silva), um dos Mestres no Estado do Espírito Santo.
- Mestre Arabayara (Ovídio Carlos Martins), que foi o fiel depositário das disposições testamentárias do Mestre.
- Dona Sallete, a segunda esposa de Matta e Silva que foi "Mãe Pequena" para muitos dos posteriores "filhos" e que emprestou ao Mestre cuidados pessoais, polimento e verniz social.
- Mestre Norberto Nadalini, a quem Matta e Silva autorizou, por escrito e com firma reconhecida, em 04 de dezembro de 1987, a fundação de uma "escola sobre os fundamentos da Aumbandam Esotérica", na região de Votuporanga - SP;
- Mestre Arapiaga (Francisco F. Rivas), que dá continuidade organizada à obra do Mestre Yapacani com a fundação de uma outra Ordem - a Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino - hoje já congregando diversos templos umbandistas em São Paulo, quiçá, no mundo.
Nasceu dentre esses co-irmãos, muitos anos depois, a compreensão de que a 3ª etapa da TUO - Tenda de Umbanda Oriental, embora nunca deixasse de atender aos pobres, aos doentes e aos aflitos, na realidade, foi uma Escola Iniciática que cumpriu sua missão e deu seus frutos na criação, codificação e divulgação dos Ensinamentos da Umbanda Esotérica.
4ª ETAPA: O OCASO DA T.U.O. !
Em 1988, com o passamento repentino de Woodrow Wilson da Matta e Silva, seus últimos herdeiros físicos desfizeram-se da propriedade do terreno do Santuário de Umbanda Esotérica, preservando-se dele apenas o espaço físico do "Congá", por determinação do próprio Matta e Silva. Nada a contestar: eles valeram-se de um direito legal que os assistia.
E tenho a tendência em concordar com isso, tendo em vista as palavras anteriores do próprio Matta, em referência à primeira T.U.O., constantes da segunda edição de "Umbanda de Todos Nós": -"Tive ordens de não deixar a direção da Tenda com ninguém. Ninguém podia e nem devia ... e continuo aguardando ordens, é só."-
Assim, por saberem que tal "Congá" ainda estava preservado por seu "Ponto Riscado de Raiz" e defendido por sua "Espada Magística", aqueles seus discípulos que hoje são Mestres de Iniciação também continuram esperando: tudo bem, eles são auto-suficientes. Mas, por outro lado, após anos do passamento do Mestre, preocupa-me os Iwa (Destinos) de meus Irmãos-de-Fé que poderão entrar em desorientação, pois naquele "Congá" não mais poderão militar nenhum dos reconhecidos Mestres de Iniciação formados por Mestre Yapacani, pois, finalmente seus herdeiros desativaram e destruíram tal "relíquia": eles pensam que, assim, desativaram , também, o Vórtice Astral e Espiritual da antiga T.U.O.
Pobre daqueles que não preservam suas tradições, mas, talvez que esta tenha sido a última lição de Mestre Yapacani a seus Discípulos: sua vontade de que cada novo Mestre devessse seguir seu próprio caminho, como novas mudas daquela majestosa Árvore de Sabedoria e Compaixão que um dia vicejou nas matas de Itacuruçá.
Pois, o que jamais poderá ser desativado são os "lugares sagrados" na Natureza aos quais o Santuário de Umbanda Esotérica estava ligado: as Praias e a Mata Atlântica, aonde estão situadas nossas Cachoeira, Pedreira e Encruzilhada dos Caminhos, cuja localização de difícil acesso é conhecida apenas por poucos Iniciados e sobre as quais, em suas contrapartidas astrais, os reais Mestres de Iniciação continuam a preceituar em benefício de todos aqueles que necessitam das Entidades Espirituais que militavam na TUO. Cremos firmemente que é nesses sítios naturais sagrados é que os Orixás realmente manifestam-se na Terra; o Congá é apenas um lugar temporário de seus pousos entre os humanos.
E foi por ter tido, há muito tempo, a premonição de que esses fatos ocorreriam (eu tive um bom Mestre) que decidi criar meu próprio caminho, fundando a Ordem do Círculo Cruzado, hoje em dia obedecendo apenas ao Astral Superior, através de minha consciência e livre arbítrio, tendo debitada ou creditada esta minha decisão apenas em meu próprio Karma, sem prejudicar a nenhum de meus Irmãos.
Por isso mesmo, hoje, relembrando tudo isso, à distância no tempo e no espaço (que me perdoem meus Irmãos Mestres de Raiz ou que assim se dizem), não me surpreende que minhas saudades se voltem muito mais para a figura humana de meu amigo Matta da Silva do que para a sua figura de meu Mestre Yapacani. Surpreende-me, isto sim, o fato de ter sido possível que tanta Luz e Energia Espiritual fluíssem por tanto tempo de um lugar tão pequeno e de um homem tão franzino e que tão pouco de nós as tenhamos bem aproveitado.
Sim, "meninos", eu ví, sentí e viví essa Era de Ouro da Umbanda de Todos Nós !!!

Aché, minha T.U.O. !
Saravá, meus Irmãos-de-Santo !!
Sua Benção, meu Pai Matta ! Descanse em paz !!!
Deixe-me agora descansar, meu Pai Xangô, o Senhor da Justiça !!!!
Rio de Janeiro, 29/02/1996
Itaoman
(Mestre de Iniciação da T.U.O.)
Círculo de Estudos Umbandísticos - Ordem do Círculo Cruzado

As Ultimas Postagens sobre os 7 Orixas...

Falando das sete ultimas publicações:
Como vimos nestas pequenas explicações, o mito possuem profundo fundamentos, que fogem radicalmente aos sentidos mais básicos do entendimento. É preciso uma analise muito seria ao si defrontar com determinadas historias geradas pela mente humana, para que não si caia no engodo da fantasia. Há muitos mistérios por trás de mistérios ainda mais ocultos e o bom senso pede que não levemos nossa vida baseados em suposições, mais sim em fatos, prováveis pela lógica e pela razão.



Fonte: revista: Umbanda uma religião Brasileira-nº07.(Autor Mestre Obashanan)(parabens pelas certas palavras)(textos Orixas e Exús).

Yemanja



Os Sete Orixás do Aumbhandhan:


Yemanjá: Signo: Câncer:

Yemanjá, a mãe - d’água, também presente em varias culturas, primitivamente, seu nome original era: YEMANYARTH, quando era pronunciado pelos antigos senhores da Raça Vermelha. A Raça Negra pronunciou Yeomoeja, que traduz-se como: A MÃE CUJOS FILHOS SÃO PEIXES. Em sentido hierático, Yemanjá é a divina Mãe do cosmos, a garante de tudo que existe senhora da mente, MA- YA, a água Mãe, ou YA- MA, aquilo que é Sagrado, puro.
Em seu Itán mais conhecido, isto é patente, onde vêmo-la retirando de seu ventre todos os Orixás – filhos, dando sentido completo à maternidade do cosmo. No Japão encontramos AMATERASU, como a deusa máxima do panteão Xintoísta. Em todos os termos litúrgicos ligados a água, encontramos o termo MA, ou MU, ou a letra M isolada. Ate mesmo entre os astecas, o termo ATL, que significava água através da numerologia possui paralelo, pois A=1, T=9 e L=30. A soma destes algarismos nos da o 40, que é exatamente a letra M na Coroa do Verbo. No Taro, sua Lamina é a Imperatriz.

Yori



Os Sete Orixás do Aumbhandhan:

Yori: Signos: Gêmeos e Virgem:

Este nome sagrado, também perdido na noite dos tempos sobrou no “ERÊ dos cultos de nação e no Hórus egípcio. É o mesmo Eros de Orpheu. Os indígenas brasileiros possuem a raiz RI, em tupy, que significa criança. O gerado. O Éter. É o primeiro movimento do cosmo representando ao mesmo tempo o que virá e o que poderia ter sido, em sua outra contra parte. É o Orixá da pureza e da alegria, dos princípios límpidos e puros. O mito dos gêmeos esta presente em todas as culturas: IDOLU/ODOSU, CAIM/ABEL, TAMENDONARE/ARICOUTÉ e outros... No Taro sua lamina é a Estrela.
Seu nome, segundo a coroa do verbo traduz-se por A MANIFESTAÇÃO DA POTENCIA DIVINA. Este Orixá através de suas entidades, quando baixam verdadeiramente nos Terreiros constituem-se num dos maiores mistérios da Lei de Umbanda, por este motivo, que encerra um sem numero de ações e rações da própria existência, calamo-nos, por não sermos ninguém, um nada frente as realidades da Umbanda, para ousarmos levantar véus que para a massa Umbandista devem estar fechados, ate que a consciência e a compreensão com relação a esta entidades e a este Orixá si modifique.
Ate lá, que o silencio fale por si.

Yorimá



Os Sete Orixás do Aumbhandhan:

Yorimá: Signos: Capricórnio e Aquário:

Conhecido nos meios externos da Umbanda como Obaoluayê, Omulu ou Shapanan, Yorimá é o termo Sagrado do mesmo Orixá que assim era fonetizado pela Antiga Raça Vermelha. Representa a Terra.
Na realidade Yorimá é o termo correto, que foi perdido na noite dos tempos. Um antigo Itán, si analisado de forma correta nos mostra a chave perdida de um determinado Mantra que foi velado como sendo o real nome do Orixá.
Conta- se que todos os Orixás si reuniram no barracão para dançar e só Shapanan não apareceu, devido ao fato dele ser feio, pois seu corpo estava coberto de chaga (Shapanan é considerado entre os Yorubas, como o deus da varíola e das pestes). Ogum, então, cedeu-lhe sua roupa que era feita de mariwó, as folhas recém nascidas da palmeira ( nos cultos de nação, os prosélitos deste orixá são cobertos com palha da costa, chamada axó- iko), para que pudesse ir a “festa” com os outros Orixás.
Dizem ainda que nenhum Orixá feminino quis dançar com ele, só Iansã, mas devido ao vento que ela provocava naturalmente, as folhas se levantaram e revelaram, em alguns mitos um lindo homem e em outros o sol. Preferimos ficar com a segunda versão, que esta mais de acordo com o verdadeiro fundamento.
O que este mito vela, realmente? Como dissemos, a determinado Mantra de movimentação de forças telúricas. As letras sagradas de Yorimá são SH, P e K. Duas delas estão presentes no nome Shapanan. E a terceira o K? Esta ali, também velada na numerologia. A letra “N”, possui o valor 50 e encontramos duas delas separadas pelo “A”, que por ser arquetipal representa a Divindade. Se somarmos as duas, teremos o 100 que é exatamente o numero da letra velada. Segundo a Coroa do Verbo, o Sol revelado no mito esta presente nas duas letras “N”, a letra Solar.
Yorimá traduz-se como A POTENCIA DO VERBO ILUMINADO. No Taro sua Lamina é representada pelo Arcano 5, O SUMO SACERDOTE.

Xangô



Os Sete Orixás do Aumbhandhan:

Xangô: Signos; Sagitário e Peixes:

É conhecido como o Senhor da justiça, no entendimento popular. O Fogo. Em inúmeras lendas é tido como impetuoso e implacável, representando somente o medo que expressa à consciência dos homens, pois cada sabe de si e não há como si esconder de si mesmo. Si a um primeiro julgamento de atitudes este é impresso na mente de cada um. A Lei Karmica é apenas um reflexo de nosso interior, nem mais nem menos. Penetremos levemente nalgum mito de Xangô mais relacionado ao movimento Umbandista.
Determinado Itán, da cultura Yorubá revela-nos ter Xangô em seu palácio 12 ministros: a alusão as 12 casas zodiacais é evidente, sendo que tal fato vela um mistério a respeito dos 12 Discípulos do Cristo, que não podemos revelar a massa. Basta dizermos que Xangô no Taro é representado pelo Arcano 13, cuja numerologia sagrada revela o 10+ 3 ou Y + G, resultando em YANGI, a proto forma, ou YANGÔ, O FOGO POTENCIALISADOR DAS ALMAS, o que por si só já revela muito aquém consegue vislumbrar a quem consegue ver através do mito. Pois a raiz YNG, ou AGNI significa o Fogo Divino.
Com efeito, Xangô revela em sua parte oculta “O SENHOR DO FOGO CELESTE, ou O SENHOR DIRIGENTE DAS ALMAS.
Analisemos em conjunto o Xangô Yorubá, o Xingu de nossos Índios, o Thor/Tyr escandinavo e o Zeus/Júpiter dos gregos e o Indra dos Hindus que encontraremos expressos os mesmo Arcanos. Entre os Bantos, Xangô toma o nome de Ozaze, que por si só possui relação fonética com Zeus lembrando que entre os latino a pronuncia original de Júpiter era Ziaus – Pitar, que tornou-se, nas liturgias católicas em Deus –Pai. Thor/ Tyr, entre os escandinavos representavam duas Divindades diferentes, embora é evidente que tenham a mesma raiz comum. Thor, primitivamente era chamado Donnar, ou ainda ANDVARA, sendo conhecido como Deus do trovão e dos raios, enquanto Tyr era o Deus da Justiça.
Anterior a ambos é o Deus Celta TARAN, que reunia em si os dois atributos, o do julgamento e o da execução através do raio. Taran, em Galês, Cornualio e Bretão, traduzem-se como o raio celeste. O INDRA ou INDARA dos Hindus possuía as mesmas características do Thor / Andvara escandinavo. Xingu e Xangô, é evidente, são a mesma entidade separadas por continentes, mais não por tradição.
Todos estes nomes, através de suas raízes, se identificam bem com o “AN”, ou novamente o “ IN” ou o “Z”, que nas língua Templarias, mais especificamente o Abanheenga remete-nos ao Fogo das Almas, (Na- Almas; Z ou Tzil, o raio ou fogo do céu). Temos ainda, a constante presença das letras sagradas D, O e R, que são segundo a coroa do verbo mais ligadas ao orixá Xangô.

Oxossy



Os Sete Orixás do Aumbhandhan:

Oxossi: Signos: Libra e Touro:

Conhecido popularmente como o caçador, Oxossi, em seus aspectos ocultos vela em seu nome sagrado O CATEQUISADOR, aquele que traz a doutrina, a filosofia e o conselho. O Ar. Traduz-se, na coroa do verbo como “O SENHOR DA AÇÃO ENVOLVENTE”, ou “ O CATEQUISADOR DAS ALMAS”. Osho- mago senhor; SSI- viventes da terra, a própria natureza. Fonetizava se na língua Abanheenga como ARAXASSI.
Sua representação no taro esta expressa no Arcano 7, O CARRO, onde vê-se um homem sobre a sua carruagem, procurando contra balançar os opostos, pois Oxossi, por ser a ação que envolve é ainda senhor das reações, daí sua geometria sagrada ser expressa pelo hexagrama.
Em todas as antigas tradições encontramos o arquétipo do filosofo do homem leve, destituído de culpa e incerteza, daquele que olha a natureza sem perceber nítida diferença entre ambos. Abre as postas da filosofia e do pensamento Divino, através de uma de suas letras sagradas, o “L”.
Em sua apresentação oculta Oxossi deixa de ser o caçador da mata para ser o caçador de Almas.

Ogum



Os Sete Orixás do Aumbhandhan:


Ogum: Signos: Áries e Escorpião:

É conhecido como o Guerreiro em sua parte profana, Exotérica, sendo ligado a inúmeros aspectos belicosos, beirando arquétipos negativos. Em todas as culturas encontra-se o Mito do soldado, do Guerreiro que si impõe contra todo e qualquer obstáculo.
Nas antigas línguas Templarias encontramos os termos AGNI, ou AGNI- OM, significando o fogo divino, AQUELE QUE MOVIMENTA OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE. Na Kabala Oculta de Umbanda, na fonética oriunda do Abanheenga, esse nome si traduz como: O FOGO DA GLORIA E DA SALVAÇAO. É o senhor da vontade Divina e do movimento dos astros, é aquele que faz o homem buscar o motivo de sua existência, sendo por isso o Senhor das Estradas do Oculto. É o Senhor do Fogo que queima sem arder; O FOGO DIVINO EXISTENTE NOS MARES, que faz gerar a vida; a energia que vai do fogo para a água, do mundo Astral para o mundo materno, e para o mundo das formas densas. A água. É representado na lamina do Taro no Arcano A Força.
É o Divino Ares de Orpheu, o pai da mitologia grega, cujo tempo si encarregou de distorcer aquilo que velava um sem numero de mistérios. Orpheu, assim como Moises foram patriarcas pertencentes a mesma ordem, eram filiados a Ordem de Rama, ou ordem do carneiro. Guardiã das ancestrais e cósmicas lições da Raça Vermelha, com o tempo, esta ordem foi sendo dominada por políticos e aproveitadores que distorceram e vilipendiaram seus mais altos segredos.
Nas antigas escrituras não havia apenas a importância da letra e seu sentido. Havia, ainda, um numero associado a cada letra, sendo que um texto sagrado por vezes continha oculto em seu bojo formulas matemáticas complexas. Daí existirem mitos que não façam nenhum sentido nos dias de hoje, pois o seu verdadeiro teor estava expresso na matemática do Verbo e não na imagem da palavra. Tomemos como pequeno exemplo o termo grego Ares, ainda que fonetizado em português e somemos suas letras de acordo com a Lei do Verbo: A=1, R=200, E=5, S=60, o resultado é 266. Se somarmos cada algarismo teremos: 2+6+6=14; 4+1=5. Ou seja, o numero 5 sintetiza a palavra Ares. Tomemos, também, para ilustrar a síntese, a palavra GUM, como era fonetizado pelo Gêge, que, sendo mais antiga que Ogum, esta mais próxima da verdadeira sonometria. Em GUM encontramos G=3; U=70; M=40, sua soma da113, cujo o total é também 5.
O numero 5 nos abre grandes mistérios da Magia Celeste, sendo a porta de entrada para a Arte. Encerra em si os maiores segredos da musica celeste, relevando a chave que abre as portas para os Mantras Sagrados através da letra E. Aqueles que tiverem o discernimento e a semente do oculto em si, através do que dissemos, entenderão o que aqui esta expresso e procurarão as respostas em seus próprios Terreiros. Repetiremos, para complemento destas linhas que são misteriosas para maior parte dos Irmãos, as palavras de Lao-Tse, sobre este termo sagrado: “E- AQUELE QUE ESCUTAIS, MAS VOSSOS OUVIDOS NÃO OUVEM”.
E que soem, cada vez mais fortes, os Clarins de Ogum...

Orixalá (Oxalá).




Os Sete Orixás do Aumbhandhan:

Orixalá: Signo: leão:

Este nome litúrgico é o mesmo do antigo Osíris egípcio, cujo pronuncia correta era Oshy- Rá, o Deus-Sol. Esta pronuncia foi guardada pela Raça Negra, e derivou-se do termo Araxalá, da língua Abanheenga, da primeva Raça Vermelha. O Gerador. A energia Espiritual. As relações do nome Divino Orixalá com o das antigas liturgias é patente, devido ao fato de raça negra haver guardado com mais afinco grande parte da tradição eterna em seus termos litúrgicos, derivados da Raça Vermelha. Orixalá, com já foi visto, traduz-se por ALUZ DO SENHOR DEUS, pois segundo a Coroa do Verbo, tradutora cósmica Universal e origem de todos os sons, teríamos: ORI ou ARA – LUZ; XA – SENHOR; e LA, ou EL – DEUS.
Todos os termos ligados mais diretamente ao Cristo trazem em suas raízes fonéticas originais o termo YSHO, ou OSHY. Este é o nome cósmico do Verbo Divino, do cordeiro do Senhor, de Nosso Senhor Jesus, cujo nome hebreu era YESHUA. O nome de Moises traz também esta relação com o Divino. Como vimos, seu nome Iniciatico era: ASSAR- SHIPH. Moises é, pois um titulo, cujo pronuncia mais aproximada do original templário é: MOSHY. Em hebreu encontramos o hierograma MOUSSHI- WO, que significa “o libertador”. Em Celta Antigo encontramos o termo ESSUS, que significa igualmente, o Verbo Divino.
Seus atributos estão expressos na lamina 19 do Taro, que revela o sol espiritual do mundo. Uma das lendas entre os Yorubas e muito vigente nos Cultos de Nação Africana reza que Orixalá, devido a um desatino provocado pelos homens separou o mundo Divino “Orum” do mundo material “Ayê” com seu Opáxorô, o Cajado Mítico. Ora, o que si esconde por detrás deste Itán, que assim como todos os livros Sagrados possui vários sentido de entendimento? Trata-se realmente da derrocada do homem, da perda dos sentidos superiores, que o colocavam sempre em sintonia com as esferas acima. Seu “Cajado”, que possui três círculos representa, em sentido oculto, os três mundo, Mental, Astral e Físico e todos os níveis da criação. Infelizmente, determinamos aspectos profundos não são compreendidos, mas simplesmente “jogados” em sua parte profana aos prosélitos que são obrigados a aceita-los sem maiores explicações,
Orixalá em seu aspecto mais profundo é do Orixá da Luz Espiritual, representando a Origem e o Fim de todos os seres existentes, pois tudo parte e termina no Espírito. Por ser origem, traduz em seu aspecto externo como o “Velho”, por ser o mais Antigo. A verdadeira realidade do Orixá esta longínqua demais para ser expressa em palavras. Em seu ciclo evolutivo elevadíssimo, não podemos dizer de “Velho” ou “Novo”. Todas as colocações nesse sentido são vaga e finitas, pois não há Orixá ciumento, briguento, velho ou novo. Todo este tipo de compreensão esta preso ao mero aspecto da forma, não representando a realidade Divina. É, portanto, um conhecimento fisio-Androgônico.
Como já foi dito, o mito deveria ser uma porta de entrada, e não um motivo de entrave. Urge que comecemos a encarar sob uma nova ótica as lendas e os mito, para que não fiquemos presos a realidades ainda próximas de nossa pequena compreensão.