O Espiritismo Kardecista, é uma Doutrina fundada, ou
melhor, decodificada pelo grande Mestre Frances Hippolyte Léon Denizard Rivail,
mais conhecido como Allan Kardec, de onde se deu o nome abrasileirado
Kardecismo, esta Doutrina importantíssima chegou no Brasil com chegada dos
europeus no Brasil, e logo foi se espalhando beneficamente por todo nosso território,
hoje chegamos as casa dos milhões os praticantes, uma das mais importantes
obras do Kardecismo é exatamente o Evangelho segundo o Espiritismo, que norteia
seus adeptos, muitos confundem Umbanda com Espiritismo, e existe uma frase importantíssima
de Nosso Chico Xavier aos ser questionado da seguinte forma: Sr Chico Xavier
qual a diferença entre Kardecismo e Umbanda??? Ele responde “ O Espiritismo é
Jesus pregando, a Umbanda é Jesus trabalhando”!!! bem para quem sabe ler um
pingo é letra, não vamos ficar aqui picando o assunto, mais quem, foi Chico
Xavier, bem simplesmente o maior médium Espírita Kardecista do Brasil, uma Alma
Caridosa que só pregou o amor ao próximo, e nunca tirou vantagem de nada disso,
é o responsável pela solida literatura Espírita Brasileira e de sua comunidade,
bem a partir mais uma vez do Wikipedia com alguns pequenos adendos nossos vamos
conhecê-lo um pouquinho mais:
Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier (Pedro
Leopoldo, 2 de abril de 1910 —Uberaba, 30 de junho de 2002), foi um médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo. Seu nome de
batismo, Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi
substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo
que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1966,
quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos. Chico Xavier psicografou mais de 450 livros, tendo vendido mais de 50
milhões de exemplares e sendo o escritor brasileiro de maior sucesso comercial
da história, mas sempre cedeu todos os direitos autorais dos livros, em cartório,
para instituições de caridade. Também psicografou cerca de dez mil cartas,
nunca tendo cobrado algo ao destinatário. Seus empregos foram vendedor, tecelão
e datilógrafo.
O legado do médium ultrapassa as barreiras religiosas e ele é
reconhecido como o maior "líder espiritual" do Brasil, sendo uma das
personalidades mais admiradas e aclamadas no país e ressaltado principalmente
por um forte altruísmo.Vem recebendo grandes homenagens
e honrarias, por exemplo: Em 1981 e 1982 foi
indicado ao prêmio Prêmio Nobel da Paz, tendo
seu nome conseguido cerca de 2 milhões de assinaturas no pedido de candidatura,
em 1999 o Governo de Minas Gerais instituiu
a Comenda da Paz Chico Xavier;
e em 2012 ele foi eleito O Maior
Brasileiro de Todos os Tempos, em um concurso homônimo realizado
pelo SBT e pela BBC, cujo objetivo
foi "eleger aquele que fez mais pela nação, que se destacou pelo seu
legado à sociedade".
A Infância:
Nascido no seio de uma
família humilde teve nove irmãos e era filho de João Cândido Xavier, um
vendedor de bilhetes de loteria, e de Maria João de Deus, uma lavadeira católica, ambos analfabetos. Segundo biógrafos, a mediunidade de
Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade, quando
ele respondeu ao pai sobre ciências, durante conversa com uma senhora sobre gravidez. Ele dizia ver e ouvir os espíritos e conversar com
eles.
O abuso da Madrinha:
A mãe faleceu quando
Francisco tinha apenas cinco anos de idade. Incapaz de criá-los, o pai
distribuiu os nove filhos entre a parentela. Nos dois anos seguintes, Francisco
foi criado pela madrinha e antiga amiga de sua mãe, Rita de Cássia, que logo se
mostrou uma pessoa cruel, vestindo-o de menina e batendo-lhe diariamente,
inicialmente por qualquer pretexto e, mais tarde, sob a alegação de que o
"menino tinha o diabo no corpo".
Não se contentando em
açoitá-lo com uma vara de marmelo, Rita passou a cravar-lhe garfos de cozinha
no ventre, não permitindo que ele os retirasse, o que ocasionou terríveis
sofrimentos ao menino. Os únicos momentos de paz que tinha consistiam nos
diálogos com o espírito de sua mãe, com quem se comunicava desde os cinco anos
de idade. O menino viu-a após uma
prece, junto à sombra de uma bananeira no
quintal da casa. Nesses contatos, o espírito da mãe recomendava-lhe
"paciência, resignação e fé em Jesus".
A madrinha ainda criava
outro filho adotivo, Moacir, que sofria de uma ferida incurável na perna. Rita
decidiu seguir a simpatia de uma benzedeira, que consistia em fazer uma criança lamber a ferida
durante três sextas-feiras em jejum, sendo a tarefa atribuída ao pequeno
Francisco. Revoltado com a imposição, Francisco conversou novamente com o
espírito da mãe, que o aconselhou a "lamber com paciência". O
espírito explicou-lhe que a simpatia "não é remédio, mas poderia aplacar a
ira da madrinha", esta sim passível de colocar em risco a sua vida. Os
espíritos se encarregariam da cura da ferida. De fato, curada a perna de
Moacir, Rita de Cássia melhorou o tratamento dado a Francisco.
A madrasta:
O seu pai casou-se
novamente e a nova madrasta, Cidália Batista, exigiu a reunião dos nove filhos.
Francisco tinha então sete anos de idade. O casal teve ainda mais seis filhos.
Por insistência da madrasta, o menino foi matriculado na escola pública. Nesse
período, o espírito de Maria João parou de manifestar-se. O jovem Francisco,
para ajudar nas despesas da casa, começou a trabalhar vendendo os legumes da
horta da casa.
Na escola, como na
igreja, as faculdades paranormais de Francisco continuaram a causar-lhe
problemas. Durante uma aula do 4º ano primário, afirmou ter visto um homem, que
lhe ditou as composições escolares, mas ninguém lhe deu crédito e a própria
professora não se importou. Uma redação sua ganhou menção honrosa num concurso
estadual de composições escolares comemorativas do centenário da Independência do Brasil,
em 1922. Enfrentou a descrença de colegas, que o acusaram de plágio, acusação
essa que sofreu durante toda a vida. Desafiado a provar os seus dons, Francisco
submeteu-se ao desafio de improvisar uma redação (com o auxílio de um espírito)
sobre um grão de areia, tema escolhido ao acaso, o que realizou com êxito.
A madrasta Cidália pediu
a Francisco que consultasse o espírito da falecida mãe dele sobre como evitar
que uma vizinha continuasse a furtar hortaliças e
esta lhe disse para torná-la responsável pelo cuidado da horta, conselho que,
posto em prática, levou ao fim dos furtos. Assustado com a mediunidade do
jovem, o seu pai cogitou em interná-lo.
O padre Scarzelli examinou-o e concluiu que seria um erro
a internação, tratando-se apenas de "fantasias de menino". Scarzelli
simplesmente aconselhou a família a restringir-lhe as leituras (tidas como
motivo para as fantasias) e a colocá-lo no trabalho. Francisco, então,
ingressou como operário em uma fábrica de tecidos, onde foi submetido à
rigorosa disciplina do trabalho fabril, que lhe deixou sequelas para o resto da
vida.
No ano de 1924, terminou
o antigo curso primário e não mais voltou a estudar. Mudou de
trabalho, empregando-se como caixeiro de venda, ainda em horários extensos.
Apesar de ainda católico devoto e das incontáveis penitências e contrições
prescritas pelo padre confessor, não parou de ter visões e nem de conversar com
Espíritos.
O contato e a adesão à
Doutrina Espírita:
Em 1927, então com dezessete anos de idade, Francisco
perdeu a madrasta Cidália e se viu diante da insanidade de uma irmã, que
descobriu ser causada por um processo de obsessão espiritual. Por
orientação de um amigo, Francisco iniciou-se no estudo do Espiritismo. Logo
deixou de ser católico e se tornou espírita convicto.
No mês de maio desse mesmo ano, recebeu nova mensagem de
sua mãe, na qual lhe era recomendado o estudo das obras de Allan Kardec e o
cumprimento de seus deveres. Em junho, ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, em um simples barracão de
madeira de propriedade de seu irmão. Em julho, por orientação dos espíritos
benfeitores, iniciou-se na prática da psicografia, escrevendo dezessete páginas. Nos quatro anos subsequentes,
aperfeiçoou essa capacidade embora, como relata em nota no livro Parnaso de Além-Túmulo,
ela somente tenha ganhado maior clareza em finais de 1931.
Desse modo, pela sua mediunidade começaram a
manifestar-se diversos poetas falecidos, somente identificados a partir de
1931. Em 1928, começou a publicar as suas primeiras mensagens psicografadas nos
periódicos O Jornal, do Rio de Janeiro, e Almanaque de
Notícias, de Portugal.
As Primeiras Obras:
Em 1931, em Pedro Leopoldo, iniciou a psicografia da
obra Parnaso de Além-Túmulo.
Esse ano, que marca a "maioridade" do médium, é o ano do encontro com
seu mentor espiritual Emmanuel, à sombra de uma árvore,
na beira de uma represa (SOUTO MAIOR, 1995:31). O mentor informa-o sobre a sua
missão de psicografar uma série de trinta livros e explicam-lhe que para isso
são lhe exigidas três condições: "disciplina, disciplina e
disciplina".
Severo e exigente, o mentor instruiu-o a manter-se fiel a
Jesus e a Kardec, mesmo na eventualidade de conflito com a sua orientação. Mais
tarde, o médium conheceu que Emmanuel havia sido o senador romano Publius Lentulus, posteriormente renascido como escravo e
simpatizante do cristianismo e que, em reencarnação posterior, teria sido o
padre jesuíta Manuel da Nóbrega, ligado
à evangelização do Brasil.
Em 1932, foi publicado o Parnaso de Além-Túmulo pela Federação Espírita Brasileira (FEB). A obra, coletânea de poesias
ditadas por espíritos de poetas brasileiros e portugueses, obteve grande
repercussão junto à imprensa e à opinião pública brasileira e causou espécie entre os
literatos brasileiros, que em geral se impressionaram positivamente com o
livro. O impacto era aumentado ao se saber que a obra tinha sido escrita por um
"modesto escriturário" de armazém do interior de Minas Gerais, que
mal completara o primário. Conta-se que o espírito de sua mãe aconselhou-o a
não responder aos críticos.
Os direitos autorais das suas obras são concedidos a
instituições de caridade. Nesse período, inicia a sua relação com Manuel Quintão e Wantuil de Freitas.
Ainda nesse período, descobriu ser portador de uma catarata ocular,
problema que o acompanhou pelo resto da vida. Os espíritos seus mentores,
Emmanuel e Bezerra de Menezes,
orientam-no para tratar-se com os recursos da medicina humana
e não contar com quaisquer privilégios dos espíritos.
Continuou com o seu emprego de escrevente-datilógrafo na
Fazenda Modelo da Inspetoria Regional do Serviço de Fomento da Produção Animal,
iniciado em 1935 e a exercer as suas funções no Centro Espírita Luís Gonzaga,
atendendo aos necessitados com receitas, conselhos e psicografando as obras do
Além. O administrador da fazenda era o engenheiro agrônomo Rômulo Joviano,
também espírita, que além de conseguir o emprego para Chico, o ajudava a ter a
paz necessária para os trabalhos de psicografia, além de acompanhar as sessões
do Centro Luiz Gonzaga, do qual se tornaria presidente. Foi justamente no
período em que psicografava nos porões da casa de Joviano que foi escrita uma
de suas maiores obras, intitulada Paulo e Estevão.
Paralelamente, iniciou uma longa série de recusas de
presentes e distinções, que perdurará por toda a vida, como por exemplo, a de Fred Figner, que lhe legou vultosa soma em testamento,
repassada pelo médium à FEB para uso caritativo.
Com a notoriedade, prosseguiram as críticas de pessoas
que tentavam desacreditá-lo. Além dessas pessoas, Chico Xavier ainda dizia que
inimigos espirituais buscavam atingi-lo com fluidos negativos e tentações.
Souto Maior relata uma tentativa de "linchamento pelos espíritos", bem
como um episódio em que jovens nuas tentam o médium em sua banheira. Observe-se
que ambos os episódios contêm aspectos narrativos comuns à chamada
"prova", comum em histórias de santidade.
O Falecimento:
O médium morreu aos 92
anos de idade, em decorrência de parada cardiorrespiratória, no dia 30 de
junho do ano de 2002. Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico
dizia que iria "desencarnar" em um dia em que os
brasileiros estivessem muito felizes e em que o país estivesse em festa, para
assim o desencarne dele não causar tristeza. O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol daquele ano, no dia de seu falecimento
(Chico morreu cerca de nove horas depois da partida Brasil x Alemanha).
O então presidente do
Brasil, Fernando Henrique Cardoso, emitiu nota
sobre a morte do médium: "Grande líder espiritual e figura querida e
admirada pelo Brasil inteiro, Chico Xavier deixou sua marca no coração de todos
os brasileiros, que ao longo de décadas aprenderam a respeitar seu permanente
compromisso com o bem estar do próximo". O
então governador de Minas Gerais, Itamar Franco,
decretou luto oficial de três dias no Estado e
declarou: "Chico Xavier expressava em sua face uma imensa bondade, reflexo
de sua alma iluminada, que transparecia, particularmente, em sua dedicação aos
pobres, imagem que vou guardar para sempre, com muito carinho".
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais,
120.000 pessoas compareceram ao velório do médium, que aconteceu em Uberaba nos dias 01 e 02 de Julho. Em um
caminhão do Corpo de
Bombeiros, o caixão com o corpo do médium percorreu 5 km até
chegar ao Cemitério São João Batista (também em Uberaba) e mais de 30 mil
pessoas acompanharam o cortejo a pé. Quando o caixão chegou ao cemitério, foi
recebido com uma chuva de pétalas de 3 mil rosas lançadas em profusão de um
helicóptero da Polícia Rodoviária Federal.
( o próprio Chico Xavier contou para quem viu no vídeo anterior, do programa Linha Direta da rede Globo, que aquela luz era o Espirito de sua mãe Mãe Maria João que o visitara).
Os centros espíritas fundados por Chico Xavier, "Casa
da Prece" e "Comunhão Espírita Cristã" em Uberaba e "Centro
Espírita Luíz Gonzaga" em Pedro
Leopoldo, continuam funcionando e realizando muitas assistências de
caridade.


