Pai Edu – Nascido
Eduim Barbosa da Silva em 01/05/1934, em Rio Doce Olinda, foi o Fundador do palácio
de Yemanjá, famosíssimo por este Brasil a fora, nascido de um grande família de
15 irmãos, bem jovem queria ser padre mais em 1951 apareceu o dom maior da
Mediunidade em sua vida transformando-a para sempre, foi feito no santo no
Candomblé por Pai José Romão Felipe da Costa e Mãe Bernardina do Sitio de Pai Adão,
o Pai Edu que também era Juremeiro tinha e seus trabalhos um dos Grandes mestres
da Jurema o Senhor Zé Pelintra, e como ele mesmo dizia “neste mundo a um Zé
para tudo”, o Pai Edu começou na década de 60 em seu Templo a implantar alfabetização
e outras mais em ajuda ao povo carente de sua cidade, muito generoso e amigo de
todos, teve vários filhos de Santo em sua Jornada terrena e consegue também nos
anos 60 fazer de Templo uma referencia nacional à cultura de matriz afro/indígena/católica
brasileira.
Palácio de Iemanjá – Pai Edu ao Ao Vivo – LP - Rozenblit – 1972
01.Hino ao vento; 02.Sem exu não se faz nada; 03.Mensagem de Paz; 04.Senhor do Bonfim; 05.Igreja do Senhor do Bonfim; 06.Hino da Umbanda; 07.Zé Pelintra; 08.Povo de Jurema;
A gravadora Rozenblit, de Recife, foi pioneira e inovadora em investir em vários músicos dos anos setenta e ter em seu cast discos de música sacra brasileira que são itens raríssimos nos dias de hoje, pois depois de uma enchente, a gravadora perdeu todas as suas matrizes e o que se acha por aí de seu catálogo são verdadeiros prêmios aos colecionadores e “resgateiros” de acervos da música brasileira.
Pai Edu, segundo informações, possuía um templo enorme em Olinda, onde realizava ritos para a coletividade, em especial a festa de São Bartolomeu, criada para, segundo ele, afastar os ventos dos maus agouros de agosto.
01.Hino ao vento; 02.Sem exu não se faz nada; 03.Mensagem de Paz; 04.Senhor do Bonfim; 05.Igreja do Senhor do Bonfim; 06.Hino da Umbanda; 07.Zé Pelintra; 08.Povo de Jurema;
A gravadora Rozenblit, de Recife, foi pioneira e inovadora em investir em vários músicos dos anos setenta e ter em seu cast discos de música sacra brasileira que são itens raríssimos nos dias de hoje, pois depois de uma enchente, a gravadora perdeu todas as suas matrizes e o que se acha por aí de seu catálogo são verdadeiros prêmios aos colecionadores e “resgateiros” de acervos da música brasileira.
Pai Edu, segundo informações, possuía um templo enorme em Olinda, onde realizava ritos para a coletividade, em especial a festa de São Bartolomeu, criada para, segundo ele, afastar os ventos dos maus agouros de agosto.
Apesar de ser ao vivo (era difícil fazer externas, devido aos recursos
da época), é um disco bem gravado e percebe-se o tamanho do ambiente e o número
de pessoas – talvez mais de 1000 – pelo coro dos consulentes cantando os pontos
e os hinos.
Este é um registro importantíssimo, seja pela sua raridade, seja pelo marco de ser uma vertente da umbanda que existe, mas que poucos conhecem, a exótica Umbanda Evangélica (!). Sim, no LP Pai Edu conduzia seus ritos com uma aproximação óbvia do catolicismo, mas soando como um culto Carismático - surgido muitos anos depois - que por sua vez, é cópia dos ritos evangélicos pentecostais (é impossível, na primeira audição, não lembrar das missas do Padre Marcelo. É evidente que Pai Edu o influenciou, indiretamente).
Entendemos que muito dos cultos pentecostais - lembrando que o protestantismo americano, de onde provém as igrejas pentecostais e neopentecostais – estão, obviamente, relacionados ao espírito santo, e conseqüentemente, a João Batista, que realizava cultos anímicos. Aliada a conexão com a lembrança africana de seus ritos de origem, formam uma síntese primária de diversos valores, por eles mesmos negados, o que faz dos evangélicos uma vertente religiosa em constante desacordo consigo mesma, daí a ruptura que existe em diversos templos, originando um sem número de denominações.
Assim constatamos a grandiosidade da Umbanda, quando, mesmo sendo atacada em sua doutrina, seus orixás, exus, encantados e atabaques, se aproxima carinhosamente das igrejas evangélicas, que com suas possessões pelo espírito santo, suas curas, seus passes de imposição de mãos, sua glossolalia, seus copos de água fluidificada pelo "Senhor" e seus louvores de glória, estão muito mais perto da “macumba” que renegam do que possam imaginar...
Este é um registro importantíssimo, seja pela sua raridade, seja pelo marco de ser uma vertente da umbanda que existe, mas que poucos conhecem, a exótica Umbanda Evangélica (!). Sim, no LP Pai Edu conduzia seus ritos com uma aproximação óbvia do catolicismo, mas soando como um culto Carismático - surgido muitos anos depois - que por sua vez, é cópia dos ritos evangélicos pentecostais (é impossível, na primeira audição, não lembrar das missas do Padre Marcelo. É evidente que Pai Edu o influenciou, indiretamente).
Entendemos que muito dos cultos pentecostais - lembrando que o protestantismo americano, de onde provém as igrejas pentecostais e neopentecostais – estão, obviamente, relacionados ao espírito santo, e conseqüentemente, a João Batista, que realizava cultos anímicos. Aliada a conexão com a lembrança africana de seus ritos de origem, formam uma síntese primária de diversos valores, por eles mesmos negados, o que faz dos evangélicos uma vertente religiosa em constante desacordo consigo mesma, daí a ruptura que existe em diversos templos, originando um sem número de denominações.
Assim constatamos a grandiosidade da Umbanda, quando, mesmo sendo atacada em sua doutrina, seus orixás, exus, encantados e atabaques, se aproxima carinhosamente das igrejas evangélicas, que com suas possessões pelo espírito santo, suas curas, seus passes de imposição de mãos, sua glossolalia, seus copos de água fluidificada pelo "Senhor" e seus louvores de glória, estão muito mais perto da “macumba” que renegam do que possam imaginar...


