terça-feira, 14 de junho de 2016

Seguindo as Homenagens aos Terreiros Brasil a fora e mostrando assim a pluralidade Religiosa!!!!

No pé da linha hoje vamos a Olinda, homenagear o grande Pai Edu simplesmente o Pai de Santo da grande cantora Clara Nunes!

 Pai Edu – Nascido Eduim Barbosa da Silva em 01/05/1934, em Rio Doce Olinda, foi o Fundador do palácio de Yemanjá, famosíssimo por este Brasil a fora, nascido de um grande família de 15 irmãos, bem jovem queria ser padre mais em 1951 apareceu o dom maior da Mediunidade em sua vida transformando-a para sempre, foi feito no santo no Candomblé por Pai José Romão Felipe da Costa e Mãe Bernardina do Sitio de Pai Adão, o Pai Edu que também era Juremeiro tinha e seus trabalhos um dos Grandes mestres da Jurema o Senhor Zé Pelintra, e como ele mesmo dizia “neste mundo a um Zé para tudo”, o Pai Edu começou na década de 60 em seu Templo a implantar alfabetização e outras mais em ajuda ao povo carente de sua cidade, muito generoso e amigo de todos, teve vários filhos de Santo em sua Jornada terrena e consegue também nos anos 60 fazer de Templo uma referencia nacional  à cultura de matriz afro/indígena/católica brasileira.
Em 1971 chega ate a casa de pai Edu nossa querida cantora Clara Nunes, forte amizade nasce ai neste ano ate os últimos dias dela, como vimos no vídeo acima, também em 1972 Pai Edu lança um LP intitulado "Palácio de Iemanjá" 1972 , assim damos a palavra ao Acervo do Templo da Estrela Verde comentando sabiamente sobre este LP vamos lá:

Palácio de Iemanjá – Pai Edu ao Ao Vivo – LP - Rozenblit – 1972

01.Hino ao vento; 02.Sem exu não se faz nada; 03.Mensagem de Paz; 04.Senhor do Bonfim; 05.Igreja do Senhor do Bonfim; 06.Hino da Umbanda; 07.Zé Pelintra; 08.Povo de Jurema;

A gravadora Rozenblit, de Recife, foi pioneira e inovadora em investir em vários músicos dos anos setenta e ter em seu cast discos de música sacra brasileira que são itens raríssimos nos dias de hoje, pois depois de uma enchente, a gravadora perdeu todas as suas matrizes e o que se acha por aí de seu catálogo são verdadeiros prêmios aos colecionadores e “resgateiros” de acervos da música brasileira.

Pai Edu, segundo informações, possuía um templo enorme em Olinda, onde realizava ritos para a coletividade, em especial a festa de São Bartolomeu, criada para, segundo ele, afastar os ventos dos maus agouros de agosto.
Apesar de ser ao vivo (era difícil fazer externas, devido aos recursos da época), é um disco bem gravado e percebe-se o tamanho do ambiente e o número de pessoas – talvez mais de 1000 – pelo coro dos consulentes cantando os pontos e os hinos.

Este é um registro importantíssimo, seja pela sua raridade, seja pelo marco de ser uma vertente da umbanda que existe, mas que poucos conhecem, a exótica Umbanda Evangélica (!). Sim, no LP Pai Edu conduzia seus ritos com uma aproximação óbvia do catolicismo, mas soando como um culto Carismático - surgido muitos anos depois - que por sua vez, é cópia dos ritos evangélicos pentecostais (é impossível, na primeira audição, não lembrar das missas do Padre Marcelo. É evidente que Pai Edu o influenciou, indiretamente).

Entendemos que muito dos cultos pentecostais - lembrando que o protestantismo americano, de onde provém as igrejas pentecostais e neopentecostais – estão, obviamente, relacionados ao espírito santo, e conseqüentemente, a João Batista, que realizava cultos anímicos. Aliada a conexão com a lembrança africana de seus ritos de origem, formam uma síntese primária de diversos valores, por eles mesmos negados, o que faz dos evangélicos uma vertente religiosa em constante desacordo consigo mesma, daí a ruptura que existe em diversos templos, originando um sem número de denominações.

Assim constatamos a grandiosidade da Umbanda, quando, mesmo sendo atacada em sua doutrina, seus orixás, exus, encantados e atabaques, se aproxima carinhosamente das igrejas evangélicas, que com suas possessões pelo espírito santo, suas curas, seus passes de imposição de mãos, sua glossolalia, seus copos de água fluidificada pelo "Senhor" e seus louvores de glória, estão muito mais perto da “macumba” que renegam do que possam imaginar...

  Bem seguindo, no dia 12/03/2015 o Palácio de Iemanjá foi declarado matrimonio imaterial da cidade de Olinda, porem o querido Pai Edu já não estava mais presente Pai Edu desencarnou no dia 04/05/2011 por complicações em sua saúde ja bem abalada pelo diabetes, mais seu Templo segue em frente com o comando de seus Filhos de Santo, Pai Edu é santo forte!!! Axé a todos irmãos daquela Banda, no mais ficamos por aqui e já já voltamos com outros nomes importante deste brasil!!! Benção, Almir Rocha!!!