terça-feira, 31 de maio de 2016

Hoje vamos ao Mundo Encantado da Jurema Sagrada, Salve os Mestres!!!!


Jurema sagrada como tradição mágica religiosa é uma tradição nordestina que se iniciou com o uso da Jurema pelos indígenas da região norte e nordeste do Brasil, tendo sofrido influências de variadas origens, da feitiçaria europeia à pajelança, Xamanismo Indígena, passando pelas religiões africanas, pelo Catolicismo popular, e até mesmo pelo Esoterismo moderno, psicoterapia psicodélica  e pelo cristianismo esotérico. No contexto do sincretismo brasileiro afro-ameríndio, a presença ou não da jurema como elemento sagrado do culto vem estabelecer a diferença principal entre as práticas de Umbanda e do Catimbó. As práticas são um assunto ainda pouco estudado.
A Planta:
Apesar de bastante conhecida no Nordeste do Brasil ainda não há um consenso sobre qual a classificação exata da planta popularmente conhecida por Jurema.
A Jurema (Acácia Jurema mart.) é uma das muitas espécies das quais as Acácias é o gênero. Várias espécies de Acácia nativas do nordeste Brasileiro recebem o nome popular de Jurema.
As Acácias sempre foram consideradas plantas sagradas por diferentes povos e culturas de todo o mundo; Os Egípcios e Hebreus veneravam a "Acácia nilótica" (Sant, Shittim, Senneh), os Hindus a "Acácia suma" (Sami), os Árabes a "Acácia arábica" (Al-uzzah), os Incas e outros povos indígenas da America do Sul veneravam a "Acácia cebil"(vilca, Huillca, Cebil), os nativos do Orinoco a "Acácia niopo" (Yopo) e os índios do nordeste brasileiro tinham na "Acácia jurema" (Jurema, Jerema, Calumbi) a sua árvore sagrada, a sua Acácia, ao redor da qual desenvolveu-se essa tradição hoje conhecida como "Jurema sagrada".
O Culto:
O culto da Jurema está para a Paraíba, assim como o de Iroko está para a Bahia. Esta arvore tipicamente Nordestina, era venerada pelos índios potiguares e Tabajaras, da Paraíba, muitos séculos antes da descoberta Brasil. Em Pernambuco, existe um município cujo nome é Jurema devido a grande quantidade destas árvores que ali se encontra. A Jurema (mimosa hostilis), depois de crescida, é uma frondosa árvore que vive mais de 200 anos. Todas as partes dessa árvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as folhas e as sementes, utilizadas em banhos de limpeza, infusões, unguentos, Bebida e para outros fins ritualísticos. Os devotos iniciados nos rituais do culto são chamados de "Juremeiros". Foi na cidade de Alhandra, município a poucos quilômetros de João Pessoa, que esse culto, na forma do Catimbó alcançou fama. A Jurema já era cultuada na antiguidade por pelo menos dois grandes grupos indígenas, o dos Tupis e o dos Cariris também chamados de Tapuias. Os Tupis se dividiam em Tabajaras e Potiguares, que eram inimigos entre si. Na época da fundação da Paraíba os Tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil Índios. Eles ocupavam o Litoral e fundaram as aldeias Alhandra e a de Taguara.
Origens:
A jurema sagrada é remanescente da tradição religiosa dos índios que habitavam o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e no Sertão de Pernambuco e dos seus Pajés, grandes conhecedores dos mistérios do além, plantas e dos animais. Depois da chegada dos Africanos no Brasil, quando estes fugiam dos engenhos onde estavam escravizados, encontravam abrigo nas aldeias indígenas, e através desse contato, os Africanos trocavam o que tinham de conhecimento Religioso em comum com os Índios. Por isso até hoje, os grandes mestres Juremeiros conhecidos, são sempre mestiços com sangue índio e negro. Os africanos contribuíram com o seu conhecimento sobre o culto dos mortos Eguns e das divindades da natureza os Orixás Voduns e Inkices. Os índios, estes contribuíram com o conhecimento de invocações dos Espíritos de antigos Pajés e dos trabalhos realizados com os encantados das matas e dos Rios. Daí a jurema se compor de duas grandes linhas de trabalho: a linha dos mestres de jurema e a linha dos encantados.
Bem isso é só um pedacinho de jurema para todos conhecerem um pouquinho de seus Mistérios, que não é bicho de sete cabeça como alguns julgam, é quase o mesmo julgamento errôneo que acontece com a Umbanda existe os bons e somente os bons os que não são bons não pertencem nem a Jurema nem a Umbanda, apenas usam seus nomes para sua pratica nefastas, então nunca misture o bem com o mal e a Jurema e Sagrada e como já dizia em uma de suas cantigas mais conhecidas:
"Jurei, Jurei"
"Jurei e torno a Jurar"
"Jurei por toda Jurema a nunca fazer o mal".

Vídeo a Ciências dos Encantados:
PS.: hoje devido ao corre corre de nosso calendário não tivemos muito tempo de separa nosso material sobre jurema, então recorremos ao Wikipedia, e e os videos claro de alcance popular no Youtube onde se-lê toda ficha técnica e créditos, lembrando Jurema é uma Religião Sagrada e não um Culto a nossa querida e Guerreira Cabocla Jurema da Umbanda, Salve salve a Jurema e seus Reinos, Salve todos os Mestres e salve o Mestre Zé Pelintra!!! Asé a Todos!!!! 

E Firma o Ponto: