quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O Adjá

Adjá, Adjarin, Ajá, Ààjà do (yoruba) e um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do “Candomblé” ( isso não é Umbanda), é uma sineta de metal, feito em bronze ou metal dourado ou prateado. É comum vermos nas rodas de “Candomblé”, pessoas mais “velhas de santo”, ( o abiã não pode tocar), tocar esse instrumento que tanto pode ser de uma, duas, três ou quatro Câmpulas, enquanto dançam para os Orixás. Em algumas casas o numero de Câmpulas do Adjá depende para qual finalidade, Ex: o de uma Câmpula e para invocar Esù, o de duas para invocar os Orisas masculinos, três para todos os Orisas porem usados por Babalorisas e os de quatro Câmpulas e usado pelas Yialorisas e Ekedis. Seu manuseio, no entanto é “vedado aos não iniciados nos preceitos da religião”. Durante a dança o instrumento serve para invocar e manter a vibração do Orixá na sala, para que a energia não saia daquele local onde está sendo realizada a festa. Quando se dança com algum santo, ou seja, quando uma Ekédi ou um sacerdote ou sacerdotisa dançam acompanhando algum Orixá, o som desse instrumento “serve para guiar” o mesmo durante o ritual. Pensando o adjá como um instrumento-chave da religião de matriz ‘africana” ( Umbanda não é Africana, apesar de levar em consideração alguns nomes de Orixás), que se configura como uma crença onde a realização espiritual acontece a partir da iniciação de uma pessoa no culto ao seu orixá, deve-se observar a mudança no posicionamento deste após a descoberta do santo que rege a sua vida. Ao frequentar um terreiro, as suas características psicológicas são observadas com o objetivo de identificar o orixá que preside a vida do individuo. Após essa identificação, o líder religioso procura aproximar a pessoa de sua essência espiritual fazendo com que nesse indivíduo desperte os aspectos de sua personalidade antes amortecidos. Ao alimentar o orixá, fortalece seu conjunto de características pondo em prática esta nova identidade descoberta através da religião ( Candomblé e suas nações). Já em determinadas situações como rezas e outras obrigações, o adjá tem a função de invocar a energia dos Orixás para aquele rito e se manifestarem sem seus filhos, ou, quando for um Ogã ou uma Ekédi ou ainda alguém mais velho de santo, ele guia o Orixá até aquele local para que o mesmo possa permanecer ali invisível e assim dar a assistência á seu filho e ouvir suas suplicas ou agradecimentos. Também usamos o adjá para anunciar o inicio de algum ritual ou para chamar a atenção das pessoas para algum ato importante. Como tudo no “Candomblé”, o adjá passa pelo processo de imantação e dado a esse, é que somente pessoas autorizadas podem tocá-lo. De Esù a Orunmilà, todos eles respondem ao chamado desse instrumento litúrgico, bastando que a pessoa saiba como utilizá-lo. Seu som chama a atenção dos Orixás, anunciando que alguma coisa está sendo feita naquela casa. O adjá provoca o transe das pessoas quando tocado acima de suas cabeças, pois no processo de imantação ele recebe as energias do holocausto que foi oferecido a determinado Santo. Usado em cerimônias festivas ou não, o adjá é de suma importância no “Candomblé”.
***Bem como vimos no testo a cima o Adjá é de suma importância no “Candomblé” e não na “Umbanda” pois ela tem outros fundamentos, dentre eles conhecemos os mistérios dos metais para seus fins de corte ou abertura, imantação ou desagregação, coesão ou expansão, o que fique bem claro é que reconhecemos a importância do Adjá no Culto de Nação Africana e não na Umbanda, a não ser em seus aspectos mistos como no Omoloko, hora alguma os textos de Nação fala sobre Umbanda usar este utensilio, é como já dissemos conhecemos os metais na Umbanda e suas aplicações e procedimentos, com Ouro, Prata, Mércurio, Cobre, estanho, ferro, chumbo e outros, como o aço usado em corte de demandas ( quem na Umbanda conhece o disco Neuma sabe o que estou falando), e outras mazelas, atentem meu povo para entrar num caminho certo seja ele Candomblé ou Umbanda, tentem enxergar os limites que existem entre os dois, e lembre-se na Umbanda não se toca Adjá e no Candomblé abiã não tem direitos para isso... aguardemos o crescimento de todos... Axé!!!!
O texto acima não é de nossa autoria, somente os grifos são nossos, e a ultima parte sim nos pertence, o texto veio do Blog dos nossos amigos irmãos de Banda http://candombles.blogspot.com.br/ também conhecido como Candomblé para todos, “Umbanda não é Kimbanda e Candomblé só Africano”... já dizia a cantiga....