terça-feira, 14 de abril de 2015

Mais um artigo do velho Matta, vale a pena!!!! preparo do médium consciente e inconsciente!

W. W. da Matta e Silva Jornal de Umbanda, Agosto de 1954, n. 45 Quanta presunção poderia conter esta afirmativa se, as simples verdades que vão ser expostas, não o fossem por demais sabidas, mesmo por aqueles que deviam ter obrigação de sabê-las. Presidentes de Tendas, Ogans, Sambas e Cambonos, Médiuns em desenvolvimento: aqui vão duas “fórmulas”, escolham a que mais sentirem verdadeira. A PRIMEIRA consiste em dizeres a qualquer um: tu és médium, estas “caindo de maduro”, para melhorares “disso ou daquilo”, combinado, inicias os preparos pondo-o logo para “rodar”, dando um pouco de “Curiá”, umas boas fumaçadas e “puxa” curimba. A seguir, com os progressos, preparas uma mistura de ervas e bebidas, inclusive a “marafa” e ainda um obi e um orobô (dois frutos que tem a “propriedade de abrir cabeça e amarrar” o Orixá) e leva-o ao mar ou à cachoeira, acenda velas, manda que se ajoelhe, despeja essa infusão na cabeça do dito, canta e chama o “Santo”; tudo isso com barulho de tambores, palmas e “pontos” bem gritados. Findo esse ritual podes considera-lo como “Amaci ou Batismo” – a teu critério. Não precisas saber se é consciente ou não, escolhas um nome de Guia bem bonito e presenteia-o, sendo que, até a “preparação” final, outras “afirmações” serão feitas, com ligeiras alterações, mas no todo o “preceito” é o mesmo. Essa “fórmula” é muito eficaz, faz vibrar certas sensações que, alimentando instintos, afastam do “Ego” superior a reflexão e as concepções que poderiam penetrá-lo, deixando somente imperarem a ignorância e o fanatismo, armas poderosas que manejarás a teu bel prazer. E em consequência desse poder teu terreiro em curto tempo ficará superlotado. A SEGUNDA é pouco usada, por que: consiste em trazer a iluminação ao verdadeiro mediunismo, bem assentado e orientado, no reconhecimento e na experiência, que mostra como o psiquismo desperta as comunicações do Espiritual, e somente evolui, no silêncio pela concentração, ponto básico da iniciação de qualquer Escola. E, assim, quando assumires a responsabilidade de desenvolver um Médium, verifica primeiramente se esse Dom faz parte de sua provação imediata, como meio de resgate, e em certo caso positivo, deves conhecer se é veículo de efeitos físicos, consciente ou não. No caso de ser consciente (o mais comum), e portanto que vai exigir maiores cuidados, começaras por identificar sua Entidade de Guarda, ponto de apoio inicial a estampar na visão de seu mental. Então o farás entrar na corrente fluídica, pelo desenvolvimento e dirigirás sobre ele, vibrações com auxílio de um “Ponto” cantado e riscado, procurando fazê-lo sentir suavemente, com ritmo e harmonia, os fluídos que sua afinidade imantará pela presença da Falange que tenha sido chamada. E ensina-o a controlar o pensamento, sem o forçar, em concentrações dolorosas. E nas sessões para esse fim, passarás a observar o seu adiantamento, e fiscalizarás suas “dúvidas”, que serão os grandes obstáculos a sua futura firmeza, e o fará viver no eterno dilema do “ser ou não ser”, SE NÃO SOUBERES ensinar como se processa o mecanismo da incorporação, desde o momento que a alma cativa recebe e fixa os “ligamentos” de outra alma independente, cuja inteligência possa fluir, livre e desembaraçada e a transmissão seja veiculada pelo consciente do Médium, sem a interferência do subconsciente, que, nessa ocasião deve permanecer mudo. Essa regra não é extensiva ao médium inconsciente, esse não sentirá “interferências”, a incorporação é total, terá certeza dos fundamentos que virão por ele e para ele. Bem, meus irmãos umbandistas, o espaço é curto; finalizo conclamando-os a meditarem sobre essas duas “fórmulas”, pincipalmente a ti Irmão-Médium, ainda quero lembrar essa dura verdade: não tenhas ilusões, tua Missão é um Campo de Batalha, onde a luta não cessa, os Negativos chegarão por todos os lados, como “Larvas” para o ataque; mas, não importa que elas venham gritando e saltando das “cangiras” de Nagô; não importa também que cheguem gemendo e rilhando os dentes das trevas de Omolocô, nem que gargalhem zombarias na fúria impotente de abalar tua Fé: Sê firme, não temas; tens as Armas da Lei; porém, guarda-te dessas que vem com risos suaves de bajulação e cânticos maviosos de atração fazendo tudo para insuflar tua Vaidade com a ilusória concepção do “Eu sou”. Voltarei irmão para dizer algo sobre “LEI DE PEMBA”.
Na foto acima, Pai Matta e Silva, Mestre Yapacani manipulando o Oponifá. Fonte mais uma do blog do Irmão Diamantino Trindade: http://mandaladosorixas.blogspot.com.br/search?updated-max=2014-09-02T05:34:00-07:00&max-results=7&start=14&by-date=false