Saravá meus irmãos e Paz Profunda!!!
Bem, temos recebido bastante pedidos de vários irmãos para saberem se podem ou não usar Guias (colares Ritualísticos) a todo instante.
Meus irmãos entendam que na Umbanda, assim como Candomblé, nossas Guias também chamadas de brajá, fio de conta, Elekê e outros nomes mais, são amuletos poderosos e importantíssimos para nossa defesa, apoio à determinados trabalhos, firmezas e uma infinidade de coisas que não têm como descrever aqui por ser um assunto imenso, e também não podemos passar aqui o "fundamento" para o mistério destes amuletos.
Podemos dizer que estes fios de contas muitas vezes podem representar o cargo que a pessoa tem dentro de um Templo, podem representar o tempo de Iniciação, podem representar uma Divindade e muito mais, vimos muitas destas Guias coloridas, feitas de miçangas de plástico, outras de vidro imitando cristal, outras com penduricalhos de bijuterias, a essas podemos dizer que têm um feito vibratório porém em um nível menor.
Uma Guia ou fio de conta mesmo, de boa vibração e efeito, pode conter elementos ligados aos reinos animal, vegetal e mineral, como corais, estrelas do mar, conchas, ossos, búzios, couro, sementes, favas, raízes, cascas, cabaças, metais, pedras e uma infinidade de objetos que contém o chamado Axé (Força Viva Espiritual), mas para despertar este Axé, todas as Guias devem passar por um processo desde a confecção até sua preparação, isso tanto na Umbanda como nos Cultos de Nação Africana.
Se forem feitos de algum fio, não é bom que se use o náilon, pois este é sintético, deve se usar um fio mais natural como o codorne, se for feito em arames como terço católico, pode usar o arame de aço (ligado ao corte de negativos), ou de cobre (ligado à atração de forças positivas), e assim por diante. Na Umbanda temos a lua certa para confeccionar, também temos a data melhor e favorável assim como fase lunar para buscar na natureza os elementos para nossas Guias, ou até mesmo data de compra destes elementos caso não seja possível por qualquer motivo buscá-los na natureza. Depois de pronto, este passado para ser "cruzado", "firmado", "consagrado" e "imantado" por uma Entidade ou em atos Sagrados com banhos de ervas corretas, perfumes, flores e outros mais para impregnar a Guia com os fluidos necessários para que ela realmente funcione.
Não precisamos de encher o pescoço de Guias, uma para o Baiano tal, uma para o Caboclo tal, e assim por diante, apesar de não condenar quem assim o faz, mas podemos ter apenas uma firmada com as energias de todos os Mentores e Orixás que nos assiste, mas isso depende do Terreiro ou Tenda que você frequenta, pois a Umbanda se apresenta de formas diferentes de Terreiro para Terreiro, logo cada um tem sua própria sistemática para tal. Temos também na Umbanda as Guias de aço ou de Sete Linhas muito usadas nas Tendas do Brasil a fora.
No Candomblé não é diferente, pois tudo tem um fundamento correto para firmar e consagrar o fio de conta a determinado Orixá, porém como é de praxe do culto Africano, a consagração é feita com atos que levam banhos de ervas e sacrifício de certos animais, e assim vibrar o que precisam naquele amuleto, no Candomblé há um uso maior de miçangas e corais Africanos, assim como búzios e outros elementos. Na Umbanda também usa muito as miçangas devido ao poder magico e vivo das cores, mas usamos mais as sementes e coisas naturais e neste mesmo pensamento os irmãos praticantes da Jurema ou Catimbó, usam as coisas mais naturais.
Bem meus irmãos, o que queremos dizer com toda essa explicação é que seja qual setor Religioso acima citado você estiver, entenda que nossas Guias são Sagradas para nós, que criam um circulo protetor para nosso benefício, que atrai os bons fluidos, espanta espíritos trevosos. Nossas Entidades apoiam algumas forças nestas Guias para trabalhar, elas são para nós como o Rosário para os Católicos, o Japamala para os Budistas, a Bíblia para os Evangélicos e assim por diante, e por este motivo elas merecem muito, mas muito respeito.
Infelizmente o que mais vimos hoje em dia são pessoas banalizando nossos Sagrados amuletos, estamos cansados de ver pessoas que não têm o mínimo de conhecimento sobre nossas Guias e com o pescoço cheio delas, é a moda de muitos por aí, gente que não sabe nem qual a Religião ainda que vai seguir, vive na mistura, não sabe nem o que é Umbanda ou Candomblé, e quer ter a sua Guia no pescoço. Já vi pessoas ruins usando a tal "Guia do Malandro", pois acham que ela o livrará da policia e das ciladas, veja bem meu amigo, Entidade, Exú e Orixá algum defende safadeza e crime, eles não defendem os injustos e maldosos, não existe Guia pendurada no pescoço que vai te livrar da Lei do Retorno, quem deve paga mesmo!!! E essa regra ninguém foge dela, Exú não é diabo nem criminoso, Exú é Justo e verdadeiro, agora existe no astral inferior vários espíritos ruins que estão se passando por Exú, fazendo alguns médiuns cegos cair no desastre da distorção e achismo de que quem manda em Exú é satanás... ledo engano... A estes eu só digo que um dia vocês vão conhecer o que é realmente Exú...
Bem meus irmãos, se vocês usam uma Guia mesmo que sugestiva mas foi te dada por uma Entidade, logo ela também te deu permissão para usá-la, cuide bem dela, respeite-a, quando for tomar seus banhos de descarga, tome com ela para desimpregnar e renovar suas forças. Se você sente necessidade de ter uma Guia por proteção e defesa, procure um Terreiro sério e peça orientação para tal, siga também todas as recomendações dadas por quem te permitiu usá-la, agora se você for da "Banda", cuide bem de suas Guias, faça os banhos corretos sobre elas, perfume-as com as essências corretas de sua vibração, guarde-as em um saquinho limpo e longe dos olhos curiosos e de pessoas complicadas, vou terminar o assunto por aqui, mas saibam que estas singelas linhas não falam nem cinco por cento deste assunto importante e vasto em nosso setor Religioso.
Respeite sua Guia, pois nela contém um pedaço seu! Respeite nossas Guias, pois elas não são para brincar nem para ostentar.
Axé e Benção, Almir Rocha - Babá Aracãmy.










